Grandes nomes do empreendedorismo que construiram empresas que mudaram nossa maneira de vivar. grandes visionários, inovadores, e líderes do nosso tempo.

O que define um bom sócio? A resposta curta é: Não faço a menor ideia. Mas você precisa de um.

Afinal, pesquisas mostram que times com mais de um fundador performam 163% mais que empreendedores solos e possuem rounds de investimento 25% maiores que startups com apenas um fundador.

Com isso, a resposta curta nunca será satisfatória. Por quê você precisa de um co-founder. Então, vamos a resposta longa para que você consiga encontrar um sócio para sua startup que realmente vale a pena!

Eu tenho feito isso por mais de 10 anos. Já tive empresas em família. Já abri empresas com amigos. Já fui sócio de completos desconhecidos (até nos tornarmos amigos). E mais recentemente, tenho adotado algumas estratégias para encontrar um novo sócio para O Tao Startups, a aceleradora digital de startups que você visita agora.

Logo, vou dizer o que funciona para mim (e talvez, só pra mim). Em última instância, o que você verá escrito em todo lugar é que você deve buscar uma pessoa desse tipo: 

Com skills complementares, mas com o mesmo perfil cultural e atitudes sinérgicas

Eu acrescento a característica mais importante, que nunca deve ser esquecida: Mesmo nível de tolerância ao risco que você. 

Eu pessoalmente sou um risk-taker. E simplesmente não funciona você querer acelerar o crescimento e ter um sócio puxando o freio de mão com um “Calma. Está bom assim, pra quê querer crescer (ou crescer tão rápido)? É importante essa distinção. Já tive sócios que simplesmente não queriam crescer por estarem satisfeitos onde estávamos.

Vai por mim. Essa é a característica número #1 que deve ser levada em conta… Já tive duas sociedades que se desfizeram por conta disso. Ainda somos amigos, mas pode ser que nem sempre você consiga encerrar sociedades na boa.

Além do risco, as habilidades (skills) complementares são fundamentais. Eu sou um cara de negócios. Atualmente eu procuro por sócios muito técnicos. Também, por quê eu tenho um perfil criativo. E pode ser muito útil encontrar alguém mais orientado a estruturas e detalhes (eu sou detalhista, mas prefiro trabalhar com foco na “big-picture”).

Olhe para isso com essa visão:

Quem está no comando de atrair clientes, parceiros e potenciais investidores? Esse pode ser um dos co-fundadores. Enquanto o outro co-fundador estará focado mais nas operações internas. E essa visão deve permanecer verdadeira enquanto sua startup escala (nem sempre, mas na maioria das vezes).

O outro lado da moeda, mais difícil de descobrir nos primeiros contatos, é sobre atitudes e valores.

Mas, antes de falarmos sobre isso, é importante lembrarmos que tudo o que você ler aqui leva em conta que VOCÊ é um bom empreendedor. Pode ser que você não seja. E, como estamos tratando de pessoas, todos os fatores são relativos, o que não significa muita coisa.

Por isso o lado difícil, atitudes e valores, são os principais fatores que definem um bom sócio para uma startup (ou qualquer outro tipo de empresa).

Se você está pensando em começar um negócio e tem uma ideia do que quer criar, isso já diz muito sobre você. Você já deve ter alguma visão de onde deseja chegar, e deve ser auto-motivado o suficiente para começar do zero e criar algo de valor. Você também precisa ser alguém que atrai pessoas boas e as convençam para que elas sigam você, ou invistam dinheiro em você.

Cada um tem uma ideia sobre tudo isso, mas há algumas características mínimas para preencher esses requisitos:

  • Boa comunicação, com qualquer um e em todos os níveis
  • Sangue no olho (aquela pessoa que só diz não para coisas realmente impossíveis)
  • Assume a responsabilidade (no bullshitagem, sem desculpinhas) 
  • Leva as coisas até o ultimo nível. Não importa se as habilidades necessárias são suas ou dele
  • Honesto(a) e direto(a) (sem blablabla, sem mimimi. Saber ter conversas difíceis é uma habilidade inegociável)
  • Super inteligente (não adianta dar um quebra-cabeças para alguém que não sabe conectar os pontos)
  • Assertivo na fala e nos pensamentos
  • Não quer ser famoso a todo custo (isso pode criar um desalinhamento absurdo)
  • É movido apenas por pizza e café (Confie em mim. Isso será necessário)

Essas características definem bem um bom líder de pessoas, e não um empregado comum.

Se você não tem essas características, eu não vou me interessar. Você pode tentar me convencer com sua própria lista, e pode funcionar. Mas essas são algumas das minhas prioridades (você pode fazer a sua lista ANTES de procurar um sócio).

A visão de cada um desses aspectos pode ser diferente. Mas em resumo, eu sempre estarei procurando por pessoas fora da curva e fora do senso comum, que não tem medo de assumir riscos para transformar seus objetivos em realidade. Afinal, ninguém escreveu seu nome nos muros da história sem correr riscos. Sem correr MUITOS riscos. Nomeie qualquer uma dessas pessoas que você admira, e olhe para a história pessoal dela. Verá mais chances dos planos darem errado do que de de dar certo. E mesmo assim elas foram bem sucedidas.

A pessoa certa ou a pessoa certa agora?

Na maioria das vezes parece mais interessante chamar alguns amigos e levá-los nessa aventura com você. O problema é que você terá 9 empreendedores fracos para cada 1 empreendedor competente na sua roda de amizades (estou sendo positivo). Não é isso o que você quer para sua empresa. Não. Trabalhar com amigos é uma ótima ideia. Afinal, você precisa confiar, mas é preciso antes disso de alguém que tenha as habilidades que serão necessárias para levar sua startup para frente.

Como disse Roosevelt (o homem mais rico da história moderna):

É melhor, mais seguro e mais lucrativo fazer amizades a partir de negócios do que fazer negócios a partir de amizades

Será uma péssima ideia pensar em dar 30%, 40% ou 50% do seu negócio para um amigo pensando que ele um dia estará preparado. Isso não é uma opção.

Depois de dizer tudo isso, eu preciso afirmar: 

NÃO SERÁ FÁCIL ENCONTRAR UM BOM SÓCIO PARA SUA STARTUP

Mas, ao invés de dar-lhe apenas coisas subjetivas para trabalhar (o que não diminuem sua importância), eu vou te dar 3 estratégias provadas para conseguir co-fundadores.

1. Comece com uma parceria

É fato. Ao empreender você passará mais tempo trabalhando do que com sua família. Logo, trazer como sócio um estranho ou “um cara que você conhece” não vai funcionar. Funciona como uma família, você não pode recrutar um irmão, ou um primo. De preferência, escolha pessoas que você já tenha tido uma relação profissional, ou inicie com uma parceria antes de assinar papéis. Isso vai garantir que você esteja fazendo a escolha certa e que ambos tenham skills complementares. 

Um contrato de vesting também é fundamental. Principalmente se você almeja criar uma startup e trilhar o caminho típico de buscar investimentos (venture capital).

Outra opção para o início de uma parceria é contratar a pessoa desejada por alguns meses e usar os primeiros meses para avaliar o quão aquela pessoa é certa para a posição. Isso reduz o risco de escolher errado. Mas exige que você tenha capital para contratar pessoas de alta qualidade.

Afinal, seus sócios devem ser empreendedores tanto quanto você é. Eles terão suas próprias ideias e visões de futuro. Você precisará convencê-los a se juntar a você e a sua visão. E isso precisa fazer sentido pra ele, para que ele se comprometa o suficiente e decida fazer da sua visão a dele, transformando sua startup no próximo capítulo da vida de vocês dois.

2. Use seus resultados como vantagem

Eu digo e repito: jamais tente trazer sócios vendendo suas ideias. As pessoas que aceitarão entrar nessa jornada com você não valem a pena. Elas não tem senso de praticidade e não terão as habilidades que falamos no início desse artigo. Exceto se vocês já se conhecem e possuem uma relação profissional prévia.

Eu preciso de um sócio desde que comecei a O Tao Startups. Mas não busquei nenhum até agora, pois é uma empresa nova e eu não possuía resultados com ela para vender os números reais para um possível co-fundador. Sugiro que você faça o mesmo com sua startup. Mesmo que esteja sozinho (É possível sim fazer só. É o meu caso aqui até o momento).

Por isso, busque sempre ter resultados antes de procurar pela pessoa certa. Do contrário, a pessoa certa nunca virá.

3. Documente e espalhe sua jornada através de histórias e conteúdo

Compartilhar conhecimento só agrega valor. De muitas formas, você estará contribuindo com a sua imagem e com a imagem da sua startup. Ao produzir artigos você estará mais perto de gerar tráfego orgânico vindo do Google. Além disso, você estará atraindo clientes com isso.

Criar uma comunidade também é uma excelente maneira de conhecer pessoas “boas de serviço” que se conectarão com a missão da sua startup. A gestora de tráfego da O Tao começou assim. Ela viu nosso conteúdo e nos procurou porque se identificou com a missão da empresa. Ela é a pessoa com maior fit cultural dentro da nossa equipe hoje. Aliás, esse é o ingrediente principal de qualquer funcionário: fit cultural. Aprender técnicas todo mundo pode. Estar alinhado com a visão da empresa é algo que não se aprende. Se traz de casa.

A comunidade também servirá como forma de validação para o seu negócio, pois você estará atraindo pessoas que expressam interesse pelo que você está construindo.

Você pode documentar sua jornada de muitas maneiras. As mais comuns delas são criar um blog, se tornar ativo no LinkedIn, e criar um grupo de Whatsapp / Telegram onde você distribui esse conteúdo e recebe feedback ao interagir com as pessoas. Nenhuma dessas atividades exige muito tempo ou conhecimento técnico. Basta disposição para começar e ir evoluindo conforme o aprendizado. Nesses termos, não há nada que te impeça de atrair um bom sócio para sua startup.

Conclusão

Mesmo que seja claro que sócios vão ajudar seu negócio a crescer mais rápido, é importante entender que é melhor criar e acelerar sua startup sozinho do que mal acompanhado. Um co-fundador ruim pode definitivamente arruinar seus planos e levar sua startup para o buraco. Brigas e discordância entre sócios é um dos principais motivos de mortalidade de startups do Brasil, segundo o Sebrae. 

Como qualquer coisa na vida, sempre haverá o lado amaldiçoado e o lado brilhante e luminoso (como Dart Vader e Luke SkyWalker são lados opostos da mesma força). Por isso, é preciso ser muito criterioso ao escolher seu próximo sócio.  Você saberá quem e quando a pessoa certa aterrissar. Assim como um rio, a vida e os negócios tem sua própria velocidade. Não tente apressar o rio.

Encontrar um sócio para sua startup é um assunto extenso. Buscarei falar mais sobre ele no futuro 😉

Como você percebeu, eu estou buscando por um sócio com perfil técnico e analítico. Aquela pessoa para cuidar da operação interna, estruturas e detalhes. Se você se encaixa nesse perfil, me envie um email em [email protected] com o assunto: Serei Seu Próximo Sócio(a). O único pré-requisito desse email é contar o que você está fazendo de excepcional e diferente que te torna a pessoa ideal (por favor, mostre evidências).


Eu penso que todo empreendedor deve concordar com o seguinte: Se juntarmos A (um bom produto) com B (um bom marketing) nós temos C (uma startup de sucesso).

Mas, enquanto isso é verdade na teoria, isso não é realista.

Diferente de restaurantes, bares, lojas físicas ou qualquer outro pequeno negócio, executar uma ideia de startup não segue um padrão perfeito.

Pra você entender…

Há milhares de empreendedores que trabalham durante anos em um restaurante, aprendem tudo sobre o negócio, e logo em seguida abrem um restaurante de sucesso seguindo exatamente os mesmos passos que ele aprendeu com seus chefe. Ao contrário dos restaurantes, existem milhares de pessoas que trabalham em startups de sucesso mas, quando vão começar suas próprias startups, eles falham.

Isso porque, se você comparar as taxas de sucesso entre replicar o que funciona em um pequeno negócio e em uma startup de sucesso, a diferença é grande.

Se você usar o mesmo mindset / mentalidade necessária para construir um pequeno negócio para lançar e acelerar o crescimento de uma startup, isso vai afetar negativamente o sucesso e as chances de sobrevivência de suas ideias, que acabarão por falhar. Mas, se você construir sua startup com uma mentalidade diferente, ela pode criar um impacto significativo em todos os fundadores e sócios e também na vida de seus clientes. 

A maioria dos empreendedores desperdiça meses e milhares de reais criando produtos fadados ao fracasso. E isso pode ser evitado.

O ingrediente número 1 para começar uma startup de sucesso

Focando em fazer dinheiro o mais rápido possível, resolvendo um único problema, de um único segmento de clientes, com ou sem um produto. E isso se aplica tanto para startups iniciantes / early stages, tanto quanto para startups já maduras.

Vou te dar um exemplo real que explica o que eu quero dizer:

Rafael e seus sócios são empreendedores experientes e bem-sucedidos, que estão lançando uma startup que, em resumo, é um software para que locatários – para que proprietários de imóveis possam gerenciar seus imóveis de forma simples e eficiente, ganhando tempo e sem precisar pagar caro para uma administradora ou imobiliária.

O modelo típico de execução da ideia seria:

  1. Criar um aplicativo de gestão de imóveis e colocar esse aplicativo no mercado. 
  2. Rezar para ver se ele vai decolar.

Mas esse modelo típico é arriscado consome muito tempo, custa caro e certamente não permite que ele possa gerar receita para validar a sua ideia e re-investir no crescimento do negócio em um curto espaço de tempo.

Ao invés disso, o plano de execução que planejamos para o Rafael consiste em conectar a landing page com uma ferramenta de atendimento ao cliente, um gateway de pagamento online e um CRM – Sistema de gestão de relacionamento com o cliente.

Integrar essas ferramentas e deixar tudo pronto leva menos de três semanas. E o Rafael é capaz de adquirir seus primeiros clientes pagantes em algumas semanas. Os locatários precisam fazer uma única coisa para gerir seus imóveis: preencher um simples cadastro.

Esse é exatamente o mesmo método que os fundadores do Uber e do AirBNB usaram nos primeiros 6 meses de operação, e isso ajudou-os a gerar tração, aprender sobre seus clientes, definir melhor o escopo de desenvolvimento do projeto com mais segurança e conseguir seus primeiros milhares de reais em faturamento.

O que os deixou prontos, inclusive, para receber o primeiro investimento.

O principal foco de uma startup que está iniciando deve ser focar em fazer dinheiro rápido, antes de construir as funções do seu produto.

O que fazer quando sua startup está começando?

A questão principal é: como resolver o problema do nosso segmento de clientes e atender corretamente os primeiros clientes pagantes – antes de definir e construir as funções do seu produto – para ter a certeza de que estamos construindo a coisa certa?

A resposta não é a mesma para todas as startups. Mas nessa altura do campeonato você já entendeu que o mais importante é identificar como implementar estratégias com baixo risco, baixo custo e que vão economizar nosso tempo, dinheiro e as frustrações enquanto nosso foco está em construir o produto certo.

Esse é o primeiro ingrediente que você deve se lembrar se quiser lançar e acelerar o crescimento de startups com alta previsibilidade de sucesso.

Nas próximas linhas nós vamos falar sobe como construir seu protótipo ou MVP e até mesmo versões avançadas mantendo em mente esse mindset que discutimos hoje: estar em constante validação, gerando receita rápido e minimizando os riscos.

O ingrediente número 2 para começar uma startup de sucesso

Nas últimas sentenças, entendemos a importância de fazer dinheiro o quanto antes, resolvendo um único problema, de um único segmento de clientes, com ou sem um produto.

Agora é preciso se lembrar: logo, logo você vai precisar de um produto. Então deixa eu ajudar você a entender os sinais que você deve prestar atenção antes de construir qualquer coisa que vai custar seu tempo e dinheiro.

Pensa comigo, um segundinho: um aplicativo serve pra quê?

Ele serve para escalar o trabalho que você presta a seu cliente!

Para que você não precise usar o seu tempo servindo manualmente seus clientes todos os dias.

Concorda comigo?!

Se você não entendeu, deixa eu explicar melhor…

Simples: Escalar o trabalho significa que você precisa automatizar o seu trabalho, e a tecnologia é o que nos dá o poder da automação.

E o primeiro sinal importante para o desenvolvimento de produtos é identificar quais tarefas que você faz consistentemente – ou seja, que tomam a maior parte do seu tempo, e que entregam boa parte do valor do seu produto – para o seu cliente. 

Use o exemplo de uma das startups que eu acelerei, a Nucont. A Nucont é um dashboard, um painel de indicadores da saúde contábil e financeira das empresas.

E até termos os primeiros 50 clientes, todo o input de dados era feito manualmente, pelo time de sucesso do cliente.

Ao longo do processo de receber esses 50 primeiros clientes a gente descobriu que uma das atividades que mais consumia tempo da equipe, e que era parte fundamental da entrega do produto era “inputar” os dados – colocar esses dados manualmente dentro do dashboard / para que o front-end – o painel – pudesse exibi-los.

E essa era parte fundamental da proposta de valor e da entrega que a gente prometia para os clientes.

Nesse processo, logo ficou provado que construir uma função que permitisse incluir os dados e planilhas financeiras automaticamente era necessário para maior eficiencia interna e para melhorar a entrega para o cliente.

Uma coisa importante aqui: no começo, como essa feature, essa funcionalidade automatizada não estava perfeita, o cliente nem ficou sabendo do lançamento dessa função. Isso porque ela não importava tanto para o cliente, embora ela fosse extremamente necessária para melhor servi-los.

E independente do que você vai automatizar primeiro, se é uma função interna – só para o seu time – ou externa – que serão novas funções vistas e usadas pelo cliente, para sair de uma ideia para uma startup escalável e multi-milionária você precisa aumentar o nível de automações através da tecnologia.

A tecnologia só tem uma função: escala do trabalho

E foi o que fizemos com a Nucont. Com esse mindset, nós conseguimos sair de zero até mais 1 milhão de reais em faturamento em 11 meses. E o produto ainda era um MVP, com algumas automações, é claro.

O que você precisa ter em mente para que sua startup faça o mesmo é o seguinte:

Geralmente quando se começa a pensar em um produto, é normal pensar que deve-se ter 90% de automação e apenas 10% de trabalho manual. Mas isso é uma red flag – um alerta perigoso.

Para que você possa minimizar o risco e aumentar a previsibilidade do seu sucesso, é preciso inverter os pólos, veja:

Comece com 90% do trabalho manual e 10% de trabalho automatizado através da tecnologia. A partir daí, encontre sinais e provas e

Passe para 70% manual e 30% automatizado. Mais uma vez, encontre mais sinais e provas e a partir daí….

Passe para 50% manual e 50% automatizado. E assim por diante…

O objetivo não é automatizar completamente seu produto. Até o Facebook possui áreas que até hoje são feitas de forma manual, com pessoas trabalhando e apertando cada botão que seja necessário. O seu objetivo deve ser construir um modelo de negócios repetível e escalável que não dependa de você para servir da melhor forma possível seus clientes.

E quais sinais você deve observar para desenvolver uma nova feature, uma nova função pro seu produto?

60% de seus clientes pagantes estão pedindo pela mesma função?

Ainda é pouco. Você vai precisar de mais provas que isso…

Só para constar algo muito importante aqui… Muitos dos clientes da Nucont pediam para que eles mesmos pudessem incluir os dados no software, para que eles pudessem fazer isso na hora que quisessem, caso tivessem alguma reunião de emergência e precisassem demonstrar os dados para seus clientes através do nosso painel.

Então, antes que a gente criasse uma função para automatizar completamente o input, a inclusão de dados no painel, nós dissemos a nossos clientes que eles poderiam fazer esse input por eles mesmos, mas precisavam seguir uma parametrização dos dados, ou seja, organizar os dados de uma forma que o nosso sistema entendesse.

E, logo em seguida, nós observamos e “trackeamos” para ver quem estava incluindo os dados por si mesmos e quantas vezes eles faziam isso.

Adivinha só o resultado…

Praticamente todos os clientes continuavam pedindo ao time de sucesso do cliente para fazer isso por eles:

Ei Pedro (hoje head de CS), pode incluir a planilha do mês passado na base de dados da Nucont, por favor?” 

A lição aprendida com eles foi que o input automatizado era legal, mas não essencial. Logo, essa função não eram uma prioridade e deveríamos adiar a construção dela para estágios mais maduros do produto.

É muito importante que você sempre valide antes os pedidos de features e funcionalidades antes de construí-las. Guie-se em construir apenas funções “must have“, aquelas que são imprescindíveis e irão te ajudar a aumentar a porcentagem de automatização, comparado com o trabalho manual.

No exemplo que eu dei, enquanto automatizar a inclusão dos dados permitiria automatizar tarefas e aliviar o nosso time, ela possuía um baixo nível de urgência em ter o job do cliente concluido (se você não sabe o que é Job do cliente, dê uma olhada nesse curso grátis: Tire sua startup do papel em 13 dias).

E quando a gente parou pra contabilizar o investimento necessário para desenvolver aquela função, percebemos que isso não era uma prioridade de curto-prazo.

Resumindo, aqui vai o que você precisa saber e fazer para construir produtos que as pessoas usam e queiram pagar por ele:

Construa apenas de acordo com a demanda. E mesmo assim, faça isso com cautela. É muito fácil para usuários dizer: “Eu quero isso e aquilo. Esse feature, essa função seria legal ter.” Mas, o que para ele custa 5 segundos mandar uma mensagem, pra você pode levar meses e alguns milhares de reais do seu bolso. É preciso fazer escolhas seguras!

. Sempre, sempre sempre teste e valide as features, as funcionalidades do seu produto antes.

E antes que você pergunte sobre o seu MVP…

É ok sim construir um MVP ou protótipo cheio de erros, mas não escale o desenvolvimento a menos que você tenha uma prova técnica sólida.

Porque simplesmente sair “codando” e desenvolvendo seu produto – vai te custar inúmeras correções, e te levar a becos sem saída.

Por outro lado, se você está confiante, com provas claras sobre os próximos passos do desenvolvimento do produto, vai ser super fácil escrever o código, que será leve e limpo, sem custos de manutenção absurdos.

No começo, o que acontece é que muitos dos fundadores de startups que não sabem nada de programação gastam bastante tempo procurando pela pessoa ou a equipe certa para ajudá-los a transformar suas ideias em aplicativos. Esse é um dos erros que mais custam caro, e que é cometido com muita frequência; Porquê existe um estágio muito importante para toda startup que vem ANTES do desenvolvimento do produto.

Você precisa descobrir como gerar valor para o seu cliente – resolvendo o problema dele, sem necessariamente construir um produto avançado

Uma vez que você aprendeu como fazer isso, sua startup vai precisar do terceito ingrediente

Como encontrar os canais de aquisição corretos e efetivos para startups que estão começando

Para você ter um negócio, você precisa de 3 coisas:

  • Clientes 
  • Solução (seu produto)
  • O que leva ao seu cliente a sua solução: Marketing

Marketing é o link entre o seu perfil de cliente ideal e a sua solução, o seu produto. Sem marketing, seu produto pode ser o melhor do mundo que sempre vai ficar faltando alguma coisa. E essa coisa provavelmente é o marketing.

Aquela velha história, você vai estar deixando dinheiro na mesa. 

Não adianta ter um produto maravilhoso, seus clientes precisam saber que ele existe.

E, já que a gente está falando de startups, marketing é o tipo de departamento que deve ser criado antes que você tenha qualquer coisa pronta, e mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que esta fazendo. 

É por isso que aqui vão duas dicas pra você:

  1. Escreva conteúdos relevantes que vão engajar o seu público,
  2. Entreviste experts e comece a construir relacionamento desde já com influencers do seu nicho de mercado.

Construir uma comunidade também é uma das melhores estratégias que você pode adotar, mas é importante lembrar que dá trabalho!

O que fazer então, falando de marketing?

Aqui a gente encontra uma faca de dois gumes – como se diz lá em Minas onde eu nasci. Faca de dois gumes é o famoso gillette, corta pros dois lados.

WTF?

Para que seu marketing seja eficiente, você vai precisar balancear seus esforços entre canais de aquisição passivos e ativos.

Os canais passivos não vão te trazer resultado, ou seja, vendas, em curto prazo. Mas eles tem um benefício que você precisa explorar: Eles são escaláveis! Escrever artigos no seu blog não vão gerar uma tonelada de leads de um dia para o outro. Mas se isso for feito de forma consistente, vai começar a gerar tráfego orgânico, leads e vendas! 

Focar em pelo menos um canal passivo é um esforço que vale a pena, porque vai ser nele que você conseguirá sustentar a aquisição de clientes a longo prazo. E com sucesso a um baixo custo de aquisição, o que é muito importante pra conta fechar com lucro. 

Já os canais ativos vão trazer resultados de curto-prazo mas quanto mais você escala, mais caro fica. Um exemplo: Usar anúncios no Facebook Ads e Google Ads pode trazer tráfego instantâneo para o seu site. E quando feito corretamente, pode gerar conversões e vendas relativamente rápido. 

Mas em startups early early stage que estão começando, é bem melhor mesmo que você já tenha um pouquinho de tração e alguns clientes, que você deixe os canais ativos PAGOS, por último.

Antes de usá-los, vale a pena você investir em canais que te aproximam mais do seu cliente e te permitem contato com o lead.

Um exemplo:

Eu gosto muito dos cold mails e do LinkedIn para startups B2B – business to business – aquela startup que vende seu produto para outra empresa. Os cold mails e o LinkedIn te permitem chegar na caixa de entrada do seu cliente sem precisar pegar informações dele em um formulário através de um anúncio, ou oferecendo um ebook e coisas do tipo.

Além disso, ligações frias, as cold calls,  a sola de sapato, ir pra rua atrás do seu cliente e frequentar eventos, seja você um palestrante, organizador ou patrocinador do evento também são excelentes canais de aquisição

Isso pra B2B. Pra B2C, business to consumer – quando você vende pro consumidor, engajar em comunidades já existentes, sejam elas online ou offline, são boas maneiras de encontrar o seu cliente ideal de forma direta! Porque só assim você poderá conversar com ele, entender melhor seus problemas, dores e sonhos. E entender seu perfil de cliente nesse nível é muito poderoso. 

E porque isso é importante?

Anúncios pagos são ótimos canais de aquisição quando o CAC, o custo de aquisição de clientes faz sentido para a operação. Ou seja, quando ele é menor que o LTV, o life time value.

Mas quando você ainda esta descobrindo quem é seu cliente ideal, qual o produto certo para ele, quais são os melhores canais de aquisição, dentre outras coisas, é melhor você colocar a mão na massa, sujar suas mãos como se diz lá no Vale do Silício (get your hands dirty), para aprender o que realmente vai fazer seu cliente se apaixonar por você.

Se você se lembra do exemplo que eu dei mais cedo nesse artigo – o plano construído para a startup que está lançando seu software para que proprietários de imóveis possam gerenciar seus imóveis de forma simples e eficiente – está focado em pesquisar e encontrar os principais locais que o cliente ideal deles possam ser encontrados.

E nós encontramos alguns lugares incríveis para abordar as pessoas certas, como os anúncios de aluguel de imóveis na OLX. Nós inclusive podemos definir a cidade que queremos atingir primeiro, poupando com isso custos e tempo. 

E qual o segredo dessa tática ou estratégia? Nenhuma. Na verdade, tem uma sim:

Sua simplicidade.

Nós simplesmente chegamos até eles e dizemos: Nós fazemos X, usando Y, diferente de Z.

É importante você notar que essa estratégia permite entrevistar, entender e se conectar com centenas de potenciais clientes que se encaixam perfeitamente no perfil de cliente ideal da sua startup. E isso nos ajudou a aprender muito sobre a persona e suas expectativas e desejos. E como esperado, uma grande parte desses contatos, que começam a partir de uma entrevista, se tornam clientes pagantes.

Antes do AirBnB se tornar o gigante que é e ser super conhecido através do boca a boca, do que a gente chama de marketing de indicação (outros nomes também usados são referral marketing ou Viral marketing), eles iam para as ruas, para eventos e locais em que eles pudessem contar para as pessoas sobre a solução, sobre o produto deles, e mostrar a elas como usá-lo.

O sucesso inicial de uma startup está ligado a atividades que não escalam

Tem um caso muito interessante de uma startup dos Estados Unidos, acelerada pela Y Combinator, a maior aceleradora de startups do mundo. Essa startup chama Lugg, eles são um app que permite que as pessoas possam se mudar ou carregar coisas sob demanda. Tipo um Uber de mudanças e carreto.

E quando eles estavam apenas começando e ninguém sabia deles, o que eles fizeram para conseguir os primeiros clientes pagantes foi alugar uma caminhonete, mesmo antes de terem construido um aplicativo totalmente funcional.

Eles alugaram a caminhonete e foram até algumas lojas da Ikea, que é uma marca famosa de móveis que te vende o móvel, mas você tem que se virar com o transporte. O lugar perfeito, concorda!? E quando eles viam pessoas saindo da loja com dificuldades para transportar os móveis que tinham comprado eles chegavam até elas e diziam: “Oi, ao invés de tentar colocar tudo isso de qualquer jeito dentro ou no teto do seu carro, não seria legal se você pudesse apertar um botão e chamar outra pessoa para fazer isso por você!?”

E todas aquelas pessoas soando, penando para carregarem seus móveis adoraram a ideia, era exatamente o que eles precisavam naquele exato momento. E daí eles entravam no app, chamavam a caminhonete e em dois minutos os caras da Lugg saiam do estacionamento do lado e estavam lá para atender o cliente.

Esse é mais um ótimo exemplo de que não importa o que você está construindo, você precisa de um canal de aquisição ativo onde você pode controlar a maior parte das variáveis. Por isso, todos esses exemplos que eu compartilhei com vocês não envolve nenhuma habilidade técnica ou de desenvolvimento, integrações mirabolantes ou investimentos caros. É a boa e velha maneira de vender, da forma mais antiga e conhecida. E é dessa forma que você conseguirá seus primeiros 100 clientes pagantes.

Concluindo

Nas últimas 3.732 palavras você aprendeu:

  • Como focar suas energias para fazer dinheiro rápido ao resolver um único problema, de um único perfil de clientes, com ou sem um produto. 
  • O que, quando e como construir o produto certo que as pessoas vão querer pagar por ele.
  • Como organizar seus esforços de marketing em canais passivos e ativos e quais são os canais de aquisição certos, principalmente para startups early stage, que estão começando.

E, se você quiser saber como fazer isso para sua ideia ou startup, se inscreva na nossa aceleração digital. Estamos atualmente com a turma aberta, e se inscrevendo na nossa aceleração posso entender qual é sua ideia ou problema que escolheu resolver. A partir desses dados, o mínimo que posso fazer, se não for selecionado, é te dizer o que eu faria em seu lugar e selecionar os melhores materiais e dicas para ajudar-ló durante essa fase. Acesse o formulário nesse link e preencha com as informações solicitadas. Se tiver dúvidas, deixe-as nos comentários. Eu vou adorar respondê-las!

Você acha seu trabalho difícil? Se você é dono de um startup com certeza acha. Mas Tom Chavez na Super{set} coordena 6 startups!

Chavez acredita que construir e coordenar startups pode ser resumido a um processo quase cientifico, e prova que ele e seu time sabem fazer isso depois de vender as startups Rapt para a Microsoft e Krux para a Salesforce por um total de R$4.9 Bilhões.

Agora a Startup da vez é a Super{set}, que Chavez e seu time fundaram com o objetivo de construir, financiar e coordenar outras startups. A Super{set} já arrecadou fundos de mais de R$270 milhões e está atualmente coordenando 6 Startups.

Super{set} team
Tom Chavez, Jae Lim, Jen Elena and Vivek Vaidya.

Além da Super{set} investir nas startups em Early Stage e oferecer a expertise do time, ainda afirmarem: “Nós trazemos companhias para o mercado 10x mais rápido e com uma eficiência de capital 5x maior”, ainda há um especial, o Super{set} Code. Um conjunto com guias e ferramentas para eliminar o trabalho redundante.

Os guias do Super{set} Code cobrem formação de plano de negócios, estratégias de pitch, go to market, machine learning, princípios de administração, processos de RH, métodos de venda, finanças, guias para processos legais e muito mais. Chavez diz: “Eu não acho que você possa sistematizar uma startup, mas sei que você pode acelerar e reduzir os riscos”.

Hoje a primeira startup do Super{set} veio a tona, a Eskalera. Ela ajuda empresas a manterem seus funcionários talentosos, acompanhando a evolução desses funcionários e oferecendo programas que impulsionarão suas carreiras e vida pessoal.

Super{set} eskalera

Chavez é o CEO, mas pretende deixar o cargo com outra pessoa, para que ele possa gastar seu tempo fundando outras startups. Entre as 6 startups da Super{set} trabalham 55 funcionários, e 2 das 6 já estão lucrando e estarão prontas para emergir nos próximos 9 meses.

O mais interessante? O levantamento de fundos para a Eskalera e para as outras 5 startups vêm com termos legais únicos. As startups pagam mais Equity por mais dinheiro. Isso por que Chavez e sua equipe não são board members normais, pois como Chavez fala em suas entrevistas, “Nós estamos ombro a ombro com os empreendedores”. Eles são super skin in the game, trabalhando lado a lado com os empreendedores, e a Super{set} ainda traz experts em inteligência artificial, data science e em outras áreas, que são alinhados com as companhias no portfolio.

Para finalizar, Chavez fica do lado das companhias que estão no portfolio mesmo nos tempos difíceis. Ele fala: “Minha primeira companhia teve vários problemas e um Pivot enorme. Nós até tivemos um empreendedor que desistiu. Algumas pessoas perderam convicção, mas nós trouxemos a companhia de volta e vendemos ela por R$ 750 Milhões depois das pessoas dizerem que ela não valia nada. Nos sentimos muito bem”. Mas, se todos do boarding concordarem que a empresa não tem volta, ela é fechada.

Entenda o que nos faz não amar nosso trabalho, onde está o erro com as nossas crenças e como ser feliz enquanto trabalha.

Você sabe o verdadeiro porquê de você não amar o seu trabalho? A vida por si só já nos parece uma contradição. Entendemos muito pouco sobre a realidade. E, na maioria das vezes, complicamos o pouco que entendemos mais do que o necessário. Em outras palavras, temos dificuldades em simplificar as coisas e acabamos tornando elas mais pesadas do que realmente são.

O trabalho em si não existe

O conceito de sacrificar o seu tempo em troca de dinheiro é algo culturalmente construído.

Biologicamente falando, somos geneticamente programados para conquistar as coisas através do esforço. Isso porque essa programação mantém viva a luta pela sobrevivência, que é uma definição de trabalho. Ou seja, não existe uma regra que defina uma quantidade específica de trabalho que deve ser cumprida. Logo, o excesso já traz um grande ponto negativo quando falamos do por que você não ama seu trabalho.

Nós criamos regras arbitrárias para manter o mecanismo econômico funcionando, o que não é necessariamente ruim, mas isso criou um contraste. Graças a estas distinções, separamos as coisas que queremos curtir e aproveitar das coisas que precisamos fazer para que possamos manter nossa habilidade de fazer coisas que queremos. 

Confuso?

Quando pensamos em trabalho nós automaticamente o comparamos com nosso tempo livre, que, por definição, são opostos. Com essa comparação nós construímos a ideia de que trabalho não é algo que deve ser prazeroso

Olhe para a formalidade dentro das grandes (e pequenas) empresas. Todo mundo vestindo ternos e máscaras, para se passarem por pessoas que eles não são. Essas máscaras foram formadas pela ideia de que “se não é para ser prazeroso, eu não posso ser quem eu realmente sou”.

“Estamos completamente envolvidos por um sistema econômico muito estranho, que divide o seu dia em trabalho e diversão. Trabalho é algo que todo mundo faz e você é pago para fazê-lo porque ninguém se interessa por fazer isso de outra maneira. Em outras palavras, isso é tão abominável e chato que você deve ser pago para fazê-lo. E o objetivo do trabalho é ganhar dinheiro. E o objetivo de ganhar dinheiro é para poder ir para casa e aproveitar o dinheiro que você acaba de ganhar. Quando você percebe isso, você vê, que é assim que você compra prazer”, Allan Watts.

Sacrificar tempo por dinheiro é cultural.

Mesmo que você ame seu trabalho e ele te mantenha satisfeito o suficiente para que você continue engajado, dedicado e motivado, a ideia de que você está “trabalhando” ainda traz a sensação de que tudo isso é algo forçado. Isso por que ao invés de escolher você está fazendo tarefas e demandas que foram determinadas a você.

Escolha é uma necessidade humana fundamental para que você se mantenha motivado e sinta que possui controle sobre algo, e nossa construção mental sobre o que é trabalho extirpa e elimina nossa sensação de escolha.  Ou seja, é algo fundamental para que você ame seu trabalho.

Como todos nós temos que viver e “ganhar” a vida, sabendo que isso tomará uma grande parte do tempo que dispomos, devemos pensar em maneiras para fazermos desse tempo o mais prazeroso possível.

Claro, nem todas as circunstâncias permitem que vejamos o trabalho como algo diferente do que ele é. Portanto, entendendo isso, compreendemos que podemos criar uma abordagem mais fluída e tranquila aos compromissos profissionais simplesmente reduzindo o peso e o contraste / comparação entre o que você gosta e o que você não gosta de fazer. Esse é o primeiro passo para tornar o seu trabalho melhor.

O segredo é se divertir


Como eu disse, separar trabalho e diversão é o principal fator que faz você não amar o seu trabalho. Porque, então, não tratar tudo como diversão? Nós somos seres divertidos por natureza. Quando crianças, aprendemos e conhecemos o mundo através de nossas brincadeiras inocentes. Depois que crescemos, a maioria das atividades que consideramos divertidas, seja ela ler, fazer exercícios ou simplesmente ter momentos de ócio criativo, tudo isso são nossas formas de diversão. Todas essas atividades são jogos aos quais nos colocamos dentro deles. Por isso, é mais do que possível você “gameficar” o seu trabalho e torná-lo muito mais divertido.

Mas e se eu tenho um trabalho chato e que eu odeio?


Sabe aquele cara alegre, que está sempre sorrindo e fazendo piadas? Ele trabalha na mesma empresa que você. Muitas vezes em cargos piores e mais maçantes. Mas, por ele enxergar a vida de forma diferente e colocar as coisas chatas como algo divertido, ele é capaz de sorrir, mesmo fazendo as mesmas coisas que você.

Como? 

Oras, amar o seu trabalho é simples, pois tudo o que conhecemos é definido através de palavras que nos trazem a mente conceitos. Portanto, em essência, limites são ilusórios. E nós nos esquecemos disso frequentemente. Qual é o seu limite entre trabalho e diversão? Seja ele qual for, com certeza ele é diferente do meu! 

Vê? Isso é um conceito, criado por cada um de nós. Portanto, uma ilusão (que se torna verdade a partir do momento em que acreditamos nela como tal). 

Nós escolhemos deliberadamente onde vamos focar nossa atenção e nos esforçamos para fazer o melhor possível. Se fizermos bem uma tarefa, entramos em um mundo de alegria e satisfação. Geralmente, esse é o padrão de nossas emoções enquanto trabalhamos.

A diversão, ao contrário, não é algo que possui um padrão que precisa de um sinal para agir de um jeito ou de outro. Se divertir é uma habilidade natural de todo ser humano, uma capacidade inata de nosso cérebro – tanto que crianças não sabem fazer outra coisa a não ser se divertir (Claro, isso quando não estão chorando porque interrompemos a diversão delas com nossas obrigações e preocupações da vida adulta).

Transformar em hábito a execução de tarefas pode ser muito mais fácil do que você imagina.

Nada no mundo é verdadeiramente interessante. As coisas se tornam interessantes quando colocamos tempo e esforço para torná-las interessantes para nós. Por isso, se você flexibilizar a sua definição de trabalho e diversão, na maior parte do tempo você conseguirá transformar o seu trabalho em algo divertido.

Você precisará fazer apenas duas coisas para que isso se torne uma realidade para você: 

1. Se mantenha no momento presente, ao invés de ficar pensando a cada segundo quando tal tarefa vai terminar para você se ver livre dela.

2. Transforme suas demandas e tarefas em algo desafiador. Se a tarefa é repetitiva, desafie-se a fazer melhor do que simplesmente repetir um ato mecânico. Se a tarefa é muito monótona e cansativa, transforme-a em um jogo com etapas a serem vencidas. 

No fim, eu garanto que você irá se divertir com o seu trabalho mais do que pode imaginar. E, no mínimo, você terá se salvado de uma corrida dentro de um labirinto – sem sentido – que não te levará a lugar nenhum. Você se diverte trabalhando porque isso é agradável para você, não porque você está perseguindo um desejo qualquer de sucesso imaginado.

O trabalho toma mais tempo de sua vida do que qualquer outra coisa.

Mais tempo do que você tem para si mesmo, mais tempo do que você pode aproveitar com sua família e mais tempo do que você terá para ver o seu filho crescer e se desenvolver. Então, porque você continuará a lutar contra isso, sabendo que você terá que fazê-lo? Quando criamos um contraste entre Trabalho vs Diversão nós tratamos o trabalho como o oposto da diversão.

Honestamente, essa narrativa cultural que nos leva a comparar ao invés de integrar trabalho e diversão, não me interessa. Se você enxergar a sua vida de uma forma mais fluída, como um compromisso de responsabilidade, e se você tratar esses compromissos como diversão, não haverá razões para que seu trabalho seja uma fonte de insatisfação.

As coisas em que você se diverte só são divertidas por que…

Por que de alguma maneira você coloca o tempo e o esforço necessários para que elas se tornem divertidas. Eu não gostava de ler quando era adolescente, hoje não passo um dia sem ler algum livro.

E, se você se encontra em um trabalho em que você não vê possibilidade alguma de se divertir, é hora de fazer mudanças em sua vida. Claro, você tem contas para pagar assim como todo mundo, mas isso não impede que você considere novas alternativas. Como um cara chamado Allan Watts disse: “É melhor ter uma vida curta, cheia de alegria e de coisas que você gosta do que ter uma vida longa de uma maneira miserável.”

Our Idea Of Work Is Completely Wrong

Para Finalizar :Onde está nossa atenção, ali está a nossa vida. 

Simplesmente direcione sua atenção a algo diferente. Ao invés de ficar alimentando pensamentos de “que trabalho de merda”, “que chefe de merda”, “que lugar de merda”, comece a focar a sua atenção e energia em coisas melhores e mais positivas.

Afinal, gostar do seu trabalho é crucial para sua felicidade.

Agora que você já entende que trabalho é algo que pode ser positivo, entenda também o que você precisa fazer para conseguir investidores para seu negócio. E trabalhe feliz, como esse leão marinho:

No começo de sua startup o CEO é a pessoa responsável tanto por tomar as decisões mais difíceis quanto por levar o lixo para fora do escritório (ou da garagem). Com o tempo, se aprende um monte de coisas: sobre pessoas, sobre vendas, liderança, gestão, marketing, tech, mas principalmente sobre si mesmo.

E nenhuma dessas coisas mais importantes você descobrirá em livros…

Alguns tipos de experiências só se aprende vivendo, errando, caindo e levantando. No entanto, há conhecimentos e experiências comuns, que de uma forma ou de outra, você como CEO de uma startup com certeza viverá. Por isso, eu tenho um monte de conselhos para você. Eles te ajudarão, de fato! Mas nenhum deles substituirá o seu senso crítico ao viver, na prática e dia-a-dia, o brilhante desafio de transformar uma startup em sucesso.

1. Curta o caminho

Esse é o primeiro da lista, e o segundo mais importante. Como empreendedores ambiciosos e de sonhos grandes, tendemos a ficar extremamente ansiosos pelos resultados rápidos, ver nossa visão realizada. E quer saber? Muita coisa vai dar errado. Isso é uma certeza. Portanto, cuidado ao tentar apressar o rio. Lembre-se de curtir o caminho, pois a verdade é que você nunca terá um ponto de chegada definitivo, até que você venda (ou quebre) sua startup. E isso demora, em média, 7 a 10 anos. Já pensou viver tenso e ansioso por tanto tempo assim?

2. Escute para entender, não para responder

Seres humanos são ótimos em ouvir, mas péssimos em escutar. Quantas vezes você ouviu uma pessoa e, antes mesmo que ela terminasse de falar, você já estava com a resposta na ponta da língua, esperando para responder? Essa é uma reação quase natural do ser humano, que é péssima para qualquer CEO cultivar.

Quando respondemos sem compreender a real natureza daquela situação, apenas reagimos. Esse é um impulso quase instintivo. Sedentos por colocar para fora nossa opinião, esquecemos de compreender o que a outra pessoa está querendo dizer.

Como CEO, você carrega a visão da empresa, o coração e a alma. Você também vende a empresa o tempo todo. Seja para clientes, investidores, para os próprios funcionários… Se você não estiver disposto a entender as pessoas, ao invés de apenas ouvi-las, você terá enormes dificuldades em gerar resultados.

Você não entenderá bem seus clientes e como melhor servi-los, não entenderá sua equipe, o motor da sua startup, e assim ficará perdido. Você será ótimo em colocar a culpa em inúmeros fatores e pessoas, menos na sua incapacidade de entender a real raiz do problema e como buscar uma solução. Pare de querer responder as pessoas sem antes buscar entendê-las. Isso sozinho fará muito por você e por sua empresa.

3. Você não constrói startups sozinho

Lembre-se sempre, você nunca está sozinho. Mesmo que tenha começado tudo sozinho, você possui família, amigos, funcionários, investidores… Divida o peso com eles, não é necessário carregar tudo sozinho, só porque no começo foi assim. Eles estão ali para isso, e aposto que terão o maior prazer em compartilhar o peso com você. Afinal, todos estão compartilhando do seu sonho, de alguma forma. Do contrário, ninguém estaria ali. Fale com eles, jamais se afaste quando as coisas parecerem difíceis e sem solução.

4. Não se arrependa e jamais lamente. Aja com o que tem e com o que sabe no momento

Quer saber a verdade fundamental de se criar startups de alto impacto?

AS COISAS VÃO DAR ERRADO.

Várias e várias vezes. Você perde a conta rápido! As métricas sobem e depois descem. Os clientes “churnan”, um funcionário se demite e te deixa “na mão” de forma inesperada. O crescimento (tração, product/market-fit, escala) poderia ser muito melhor…

Sabe de uma coisa? Você sentiria o mesmo se estivesse em uma nave espacial ou em uma ferrari. É importante dar um passo atrás e enxergar o cenário maior, a “big picture”. Coloque seus desafios em perspectiva e lembre-se do primeiro conselho!

5. O trabalho do CEO irá mudar drasticamente

Seu primeiro trabalho é construir o alicerce, a máquina de vendas e o produto que irá atrair clientes e gerar faturamento. Eventualmente seu trabalho começará a se tornar cada vez mais sobre criar a máquina que constrói e movimenta todas as outras máquinas… A máquina do coração (da cultura), a máquina do marketing e vendas, a máquina do produto e a máquina do propósito. Chega a hora que tudo começa a ser sobre contratar, liderar, gerenciar… Prepare-se para se sentir estranho quando você começar a desprender pelo menos metade do seu tempo contratando e delegando.

6. Dashboards não substituem estratégia

Todo mundo fala sobre ser data-driven hoje em dia. Particularmente, eu não era data-driven, e aprendi a ser. O que foi ótimo e hoje eu não abro mão dos dados. Mas você precisa definir sua estratégia e suas métricas devem segui-la, não o contrário.

Make no mistakes.

Para garantir que sua estratégia irá funcionar, ter um monte de dashboards jamais substituirá a capacidade de gerar insights de produto e uma estratégia forte.  

7. Dinheiro é importante

Buscar dinheiro no mercado, o que chamamos fundraising, é muito importante para o crescimento da sua startup. Entenda investimentos como um combustível de foguete, que vai fazer o seu Palio se tornar uma Ferrari. E conseguir captar investimento pode parecer um milestone importante, mas ele só adiciona mais responsabilidade ao próximo passo. Quando o dinheiro do investidor cai na conta da sua empresa, aquele é apenas o início da largada de uma corrida que irá durar anos. Então não se empolgue e jamais pense que algo já esta ganho.

8. CEOs vencedores focam na vitória, os perdedores focam em olhar para os vencedores

Talvez você esteja criando algo que ninguem nunca fez antes… Se esse é você, saiba que você é uma rara excessão. O que eu quero dizer com isso? No mundo de hoje, conectado e com tanta informação disponível, existe uma chance de 80 para 1 de que alguem já está fazendo, no mínimo algo parecido com o que sua startup faz.

Portanto, jamais foque sua energia na concorrência. Conheça muito bem o seu mercado, seus clientes e seus concorrentes. Mas jamais se preocupe demasiadamente com os concorrentes, a ponto de criar estratégias e ações baseadas nos movimentos deles. Isso é falta de visão. Continue mantendo seu foco em atingir suas metas e concretizar sua visão de futuro. Não tenha medo dos cães que latem quando o seu carro passa.

9. Alimentar seu networking é fundamental

Construa relacionamentos sólidos e de longo-prazo com seus funcionários, investidores e pessoas do seu ecossistema. Eu espero que sua startup tenha sucesso. Mas, se isso não acontecer, você ainda deve se mostrar capaz e interessado em construir e alimentar seu networking, porque você ainda tem um futuro.

Além disso, networking, assim como os dados, é o novo petróleo do século XXI. Você jamais se arrependerá, e eu prometo que você fará grandes amigos enquanto faz negócios.

10. Leia e releia esses dois livros:

Hard thing about hard things, do Ben Horowitz. O Ben é nada menos que um dos early employees do Netscape, um nos primeiros navegadores do mundo, e o responsável por fundar uma das bases da internet como a conhecemos hoje. Depois, ele e seu parceiro Marc Andreessen, fundaram a Opsware, o primeiro servidor de cloud do mundo (os caras inventaram a nuvem!), que foi vendida para a HP por 1,65 bilhões de dólares em 2007.

Depois do exit, eles fundaram a Andreessen Horowitz, um dos fundos de venture capital da “nova geração” que contribuiu decisivamente para uma abordagem mais eficiente de investimentos em startups. Depois de jogar os dois jogos, de founder e de investidor, com toda essa bagagem ele escreveu o livro Hard thing about hard things, que você deve ler e re-ler várias vezes!

High Output Management. Andy Grove talvez não seja um empreendedor muito famoso para as novas gerações. Isso não significa que ele não seja um dos melhores. Ele é ex-CEO da Intel e criador das OKR’s, método de gestão de resutltados que tomou as graças das empresas de alto crescimento, devido a sua simplicidade e efetividade.

Ler e re-ler High Output Management vai transformar você em um CEO melhor e a sua startup uma organização mais eficiente e focada. O livro escancara como nenhum outro, as responsabilidades de um gerente e o que você precisa saber sobre seus funcionários e seu papel. Você vai aprender como coletar a informação que você precisa para tomar as decisões certas, como motivar sua equipe e como fazer seu desempenho melhorar.

11. Não se preocupe com conselhos genéricos, incluindo essa lista (sim, esse é bônus!)

Tenha certeza de que as informações que você recebe e que influenciarão suas decisões estão relacionadas com a fase que sua startup está no momento, com seu mercado e também com suas situações específicas (modelo de negócios, fluxo de caixa, etc.). Converse com pessoas que estão dispostas a doar, e irem fundo nesse compartilhamento de informações. Listas como estas aqui são ótimas para dicas genéricas, mas pecam na transferência dessas informações para a prática. Esse conselho é um bônus porque ele é o mais importante da lista!

Elon Musk, além de um empreendedor serial e bilionário com uma fortuna avaliada em mais de U$ 20 bilhões, ele também se destaca por ser polêmico e visionário. Na verdade, são muitos os adjetivos que podem ser atribuídos a Musk.

Ele começou sua trajetória como milionário vendendo o PayPal, fundou empresas, dentre elas a empresa de energia solar chamada Solar City, a montadora de carros elétricos Tesla e também a empresa de turismo espacial, a SpaceX.

Atualmente, Musk promete que em breve faremos viagens turísticas ao espaço e colonizaremos Marte.

Isso faz com que muitos empreendedores e jovens se inspirem na história e nos objetivos visionários de Elon Musk, além de sua personalidade marcante. Por isso separamos 15 livros que esse empreendedor serial e inspirador acha que todos deveriam ler.

 

  1. The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (O Guia do Mochileiro das Galáxias) – Douglas Adams

Elon Musk cita esse livro em uma entrevista conduzida em 2015 e ainda revela que no painel do Tesla Roadster que foi lançado no espaço, a frase “don’t panic” seria uma homenagem ao livro.

A série conta as aventuras espaciais que Arthur Dent e seu amigo Ford Prefect, onde a dupla escapa da destruição da Terra, pegando carona com uma nave alienígena, graças ao conhecimento de Prefect, um E.T. que vivia na Terra disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisas de campo para o “O Guia Dos Mochileiros Das Galáxias”, o melhor guia de viagens espaciais e interplanetários.

  1. Structures: Or Why Things Don’t Fall Down (Estruturas: Ou Porque As Coisas Não Caem) – J. E. Gordon

Em uma entrevista conduzida na Califórnia, Elon Musk mencionou o livro Structures como uma excelente cartilha para design de estruturas e projetos. É um ótimo livro para quem deseja entender como o mundo a sua volta está sendo construído.

Para quem deseja entender como as pontes não desabam mesmo em horário de trânsito intenso ou os princípios que guiam a construção de um arranha-céu, esse livro vai acalmar suas ansiedades e responder suas perguntas.

Obs: você não precisa ser nenhum engenheiro pra entender bem esse livro.

 

  1. Benjamin Franklin: An American Life (Benjamin Franklin: Uma Vida Americana) – Walter Isaacson

Benjamin Franklin é um dos heróis para Elon Musk. Em certa entrevista, ele mencionou que Franklin era um empreendedor que começou do zero e chegou a resultados impressionantes.

Benjamin Franklin foi de um simples comerciante para um homem que jantava com Reis. Ele ficou conhecido por provar que a luz era eletricidade, através de um experimento utilizando uma pipa.

  1. Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies (Superinteligência: Caminhos, Perigos, Estratégias) – Nick Bostrom

Elon Musk está sempre expressando sua posição em relação a Inteligência Artificial. Em uma entrevista no MIT, ele chegou a comparar a Inteligência Artifical com “convocar o demônio”.

E é exatamente disso que se trata esse livro, do impacto da tecnologia na humanidade nas próximas décadas e como vêm transformando a forma como vivemos.

Musk recomenda esse livro para todos que tenham interesse no impacto da Inteligência Artificial e porque devemos ser extremamente cuidadosos na hora de criá-la.

 

  1. Our Final Invention (Nossa Invenção Final) – James Barrat

Seguindo a linha da Inteligência Artificial e seus riscos, em 2014 Elon Musk postou em seu Twitter que o livro Nossa Invenção Final era um livro que merece ser lido.

Em certa entrevista, Musk chegou a dizer que se a Inteligência Artificial tiver um objetivo e a humanidade estiver impedindo-a de atingir esses objetivos, a IA simplesmente destruirá a humanidade sem nem pensar nisso, não por questões de maldade, mas sim pela falta de sentimento. E o livro coloca em questão exatamente isso: o fato da humanidade coexistir com a Inteligência Artificial.

 

  1. Ignition: An Informal History of Liquid Rocket Propellants (Ignição: Uma História Informal de Propelentes Líquidos de Foguetes) – John D. Clark

Enquanto o livro “Structures” foi um guia para construir o foguete, esse livro ajudou Musk a tirar o foguete do chão. Ele relata que este livro ajudou no desenvolvimento da forma que seus foguetes seriam abastecidos.

Dentre os livros citados, nós recomendamos a leitura deste apenas se você for uma pessoa muito interessada em química ou desenvolvimento de foguetes, pois é um livro focado em uma área muito específica.

  1. The “Foundation” Trilogy (Trilogia Fundação) – Isaac Asimov

A tecnologia está finalmente chegando em um ponto em que humanos serão capazes de habitar outros planetas e armazenar todo o conhecimento obtido. E esse livro traz toda essa perspectiva.

É um dos livros preferidos de Elon Musk e podemos ver relação e a influência que teve em sua vida e na sua forma de pensar.

 

  1. Life 3.0: Being Human in the Age of Artificial Intelligence (Vida 3.0: Ser Humano na Era da Inteligência Artificial) – Max Tegmark

Ao longo deste artigo, podemos perceber um padrão, afinal, é o terceiro livro de Inteligência Artificial que estamos falando sobre. Porém, neste é retratado os aspectos positivos e a forma que a IA pode trazer progressos para a humanidade.

São levantadas questões sobre pontos como: como podemos seguir progredindo e prosperando através da automação sem que isso afete a renda das pessoas; que conselho profissional devemos dar às crianças de hoje em dia e mais assuntos relacionados a essa tecnologia em específico.

 

  1. The Lord of The Rings (O Senhor dos Anéis) – J. R. R. Tolkien

Enquanto era jovem e estava crescendo, Elon Musk era um pequeno garoto nerd que mergulhava nos mundos da ficção. Esse mundo da ficção foi responsável por dar forma as características de Musk.

Em uma entrevista para o The New York Times, ele menciona que os heróis dos livros que ele leu sempre sentiram o dever de salvar o mundo e quem conhece a história dele sabe que ele também possui esses mesmos valores.

 

  1. Zero to One: Notes on Startups, or How to Build the Future (De Zero a Um: O Que Aprender Sobre Empreendedorismo Com o Vale do Silício) – Peter Thiel

Peter Thiel e Elon Musk se conhecem a algum tempo e ambos ficaram ricos com a venda da PayPal e lançaram diversas companhias após isso.

É um livro excelente e de fácil leitura, é curto e objetivo e traz uma perspectiva sobre a influência e importância do mindset empreendedor no desenvolvimento de startups.

 

  1. The Moon Is a Harsh Mistress – Robert A. Heinlein

O premiado livro The Moon Is a Harsh Mistress foi recomendado por Musk em 2014 em uma entrevista ao MIT (Massachusetts Institute of Technology).

É um romance repleto de política, humanidade, paixão, especulação tecnológica e inovadora e uma firme crença na busca da liberdade humana. Um livro que certamente traz visões e perspectivas para mentes inovadoras como a de Musk.

 

  1. Merchants of Doubt (Comerciantes da Dúvida) – Naomi Oreskes e Erik M. Conway

É um livro que traz a reflexão sobre as diversas empresas que estão causando danos enormes ao planeta e aos humanos e vem se mascarando através das relações públicas .

Musk mencionou e indicou esse livro em uma postagem no Twitter no ano de 2013.

 

  1. Einstein: His Life and Universe (Einstein: Sua Vida e seu Universo) – Walter Isaacson

Esse livro retrata a biografia de Albert Einstein, nos levando a uma jornada mostrando como ele saiu de um escritório de patentes em que se sentia frustrado para um vencedor do prêmio nobel capaz de mudar o mundo.

Musk é um grande fã das biografias escritas por Isaacson, isso acontece porque o autor se posiciona de uma forma bem familiar, demonstrando o espírito rebelde dos jovens e da paixão pela descoberta e entendimento de sua existência, característica que também podemos identificar em Elon Musk.

 

  1. Howard Hughes: His Life and Madness – Donald L. Barret & James B. Steele

A história de Howard Hughes é uma das que inspiraram Elon Musk. Ele recomenda as pessoas lerem, porque retrata sobre conseguir dinheiro, fama e sucesso, que é algo que muita gente que se inspira nele busca. Porém esse livro mostra que se você não tiver cuidado, o dinheiro, fama e sucesso podem sair caro e pode ser colocado em jogo toda essa riqueza.

Muitos dizem que Elon Musk é o Howard Hughes da atualidade.

 

  1. The “Culture” Series – Iain M. Banks

Essa é uma série completa que também inspirou o executivo Elon Musk. Certa vez, Musk se descreveu como um utópico anarquista, alinhado com os livros de Iain M. Banks.

Iain M. Banks é considerado um dos autores preferidos do Vale do Silício, porque ele retrata visões realistas sobre como será o futuro da sociedade.

 

Conclusão:

E aí, qual desses livros você já leu e qual deles você recomendaria as outras pessoas lerem? E se não leu nenhum, comenta qual será o primeiro que você vai pegar para ler.

Conta pra gente aqui nos comentários!