“Demora muito tempo para escrever como eu”

Eu nunca vou esquecer dessa frase.

Na época em que eu ouvi isso, vinda de uma entrevista de 2016 com um cara chamado Seth Godin (um papa do marketing). Um cara que escreveu mais de 6.000 blogposts, escrevendo um dia sim e o outro também, durante 20 anos seguidos.

Toda vez que me lembro dessas palavras, eu me pergunto: porque eu faço o que faço?

Eu amo construir negócios. E eu quero ser o melhor dentre os melhores. E eu quero garantir que eu continue fazendo isso, mesmo que isso signifique não fazer isso 100% do tempo. Por isso, eu abro concessões. Eu diversifico!

Eu coloco meus ovos em vários cestos até que um desses cestos comece a apresentar ovos estéreis. 

Estéril porque quando se cria projetos sem muito tesão, eles acabam por se tornar medianos, mesmo que seja um fluxo de receitas interessante. E quando esse projeto cansa, você começa a pensar em outro projeto, outros 10% a mais para seus ganhos.

Eu não sou muito fã de dar consultorias. Afinal, o modelo padrão de consultorias é bastante limitado. Eu até cheguei a criar novas maneiras de oferecer consultorias, para continuar fazendo isso. Mesmo sem ter tanto tesão.

E não sei se você sabe… Quando se está começando um novo negócio, o lucro é algo que pode demorar a chegar. Logo, é normal buscarmos uma garantia, uma segurança.

O questionamento

Até que eu me perguntei:

Quando vou sacrificar o bom pelo ótimo? 

Eu tinha um sonho. Muito forte, que sempre me trazia êxtase quando imaginado. Quando eu viajava e via isso se tornando real, primeiro na minha mente, eu entrava em euforia. 

Você pode imaginar, o mundo que você sonhou se tornando realidade na sua frente?

No meu caso, esse sonho era criar uma estrutura – software – que permita que startups saiam do papel com tanta facilidade quanto são criadas bugigangas na China.

E, para que isso seja possível, eu precisaria mudar o modelo existente de aceleração de negócios.

O maior problema com as aceleradoras é que elas não dão lucro. É um poço sem fundo no quesito queimar dinheiro. E, para que seja possível criar uma estrutura que sustente a criação de novos negócios, essa estrutura precisa dar lucro, para se manter funcionando. Por anos e décadas a fio.

E eu comecei com uma pergunta:

Como encontrar uma maneira de fazer aceleradoras darem lucro?

Aceleradoras não dão retorno. Salvo algumas exceções, principalmente nos Estados Unidos, o lucro é incerto e distante, e em um horizonte de 5 a 8 anos, quando acontece. Até lá, você precisa continuar queimando dinheiro. Na maioria dos casos, dinheiro que não é seu. Tudo por uma promessa de retornos futuros. 

Um bom exemplo disso é a ACE, a maior aceleradora da América Latina. Deixou de ser uma aceleradora. Porque o modelo não deu o retorno esperado.

Agora, além de um fundo de investimentos, estão fazendo algo parecido com a gente: criando uma aceleração digital (nós dois sabemos, que ambos estamos construindo um software para isso).

E a 500 startups, uma das maiores aceleradoras do mundo, lançou a pouco tempo uma plataforma para isso. Bem parecida com a nossa, inclusive!

Lembra das consultorias?

Eu já fiz muito isso, para manter as contas no positivo. Manter as entradas maiores que as saídas, para que o rio não seque.

Até que eu lembrei da Lecy, meu primeiro cachorro. Uma cadela, collie, daquela mesma raça da lecy do filme. A diferença da minha lecy pra do filme era que aquele pelo caramelo do cachorro do filme, na minha era preto. 

Ela chegou quando eu tinha 4 anos de idade. E ela adorava correr.

Afinal, ela cresceu correndo atrás de mim e dos meus dois irmãos. Nós rolávamos bola, corríamos feito loucos em volta da casa em que crescemos. E a lecy atrás.

Logo, nós mudamos de casa. Era muito difícil pra minha mãe trabalhar e dar conta das crianças ao mesmo tempo, e por isso nos mudamos para uma casa mais perto da escola. Assim ficaria mais fácil pra ela.

Foi legal, por vários motivos, essa mudança. Menos pra Lecy.

Ela ficou sem lugar pra correr. Foi colocada em um canil. Na laje da casa que meus pais alugaram. Ainda assim, ela adorava correr.

Bastava soltar a lecy que ela corria, feito louca, pra lá e pra cá. Transformando aquela laje em um circuito de corrida para cachorros. Ela dava a volta na caixa d’água. Ela contornava o viveiro (Eu e meu irmão tínhamos um viveiro de pássaros na época), fazia curvas eletrizantes e bastava soltá-la, que ela dava suas disparadas insanas de um lado para o outro, em cada canto que podia. 

Mas a Lecy era ainda mais esperta. Ela sabia que havia a rua. Onde ela podia ter uma experiência ainda melhor. A laje era a parte boa. A rua, era a parte ótima. E tão logo a Lecy se divertia ali na laje, correndo, ela ia logo pedindo o ótimo: ela subia no portãozinho que separava a laje e ficava latindo olhando para a coleira, que ficava pendurada ali perto. Cadela esperta! Sabia o que queria.

Acontece que, como qualquer outra criança, eu tinha sempre muitos planos. Planos de construir o exército para dominar o mundo. Planos de montar o quebra-cabeças com 500 peças, planos de jogar vídeo-game e passar para a próxima fase do alex kidd vencendo o chefão com pedra, papel tesoura. Lembra disso? (essa referência, só quem nasceu nos anos 80 e teve um master system vão se lembrar).

Por isso, nem sempre eu levava a lecy pra passear na rua.

Mesmo assim, ela nunca desistia. Sempre, depois de o seu “corridão” pela laje, ela insistia em ser levada para passear na rua.

Até que ela desistiu de tentar. Talvez ela tenha percebido que as chances de ir passear eram pequenas. Talvez ela tenha ficado cansada de pedir, e nem sempre ser atendida. 

Ela começou a se satisfazer apenas com suas corridas malucas na laje. Mas será que isso era o suficiente pra ela?

Nessa mesma época, ela começou a apresentar um outro comportamento. Quando ela estava presa no canil, ela começou a girar em torno de si mesma, literalmente, correndo atrás do próprio rabo. 

Ela ficava girando, por horas. Latindo para o próprio rabo, tentando abocanhá-lo.

Eu como era uma criança ainda, com seus 10-11 anos de idade, não entendia muito bem o porque ela estava fazendo aquilo. Apenas pensava: “A lecinha tá doida”. Na maior inocência.

Você se identificou com a Lecy? Alguma semelhança com sua vida? 

Quando eu lembrei dela, e de tudo que vivemos juntos, eu simplesmente parei com as consultorias. E comecei a dedicar 100% do meu tempo para o projeto que realmente alimenta meu coração

Esse projeto é o que hoje, leva esse artigo até você, a O Tao Startups, uma aceleradora digital. E até hoje eu preciso me lembrar de sacrificar o bom pelo ótimo todos os dias. Sempre chegam propostas de consultorias, e a aceleradora, com seu modelo digital, no momento em que gravo essas palavras, ainda não tem uma receita previsível. 

A lecy morreu com um tumor na cabeça. Eu cuidei dela até o dia que ela morreu. Foi quase um mês dando comida pra ela na seringa. Ela não conseguia (ou não tinha forças pra) comer. Eu dava soro caseiro na boca. Bem devagar, pra não ir pro pulmão. Ela gostava tanto de correr, que eu descobri que ela tava doente quando eu abri o canil e ela não saiu pra correr mais.

A moral dessa história…

A Lecy, com o tempo, se acostumou com o bom. Esqueceu de ir atrás do ótimo. Talvez isso tenha encurtado a sua vida, afinal.

Como ela, ou como um pássaro que se acostuma com a gaiola, nós também nos acostumamos. Entramos em piloto automático com extrema facilidade. Afinal, isso tem um caráter evolutivo: nosso cérebro foi desenvolvido para poupar energia.

Temos que estar sempre nos colocando pra frente. Nos auto-motivando, escolhendo o ótimo no lugar do bom, de forma deliberada e consistente. 

Do contrário, sempre teremos uma vida mais ou menos. Uma vida normal. Ou normótica. 

Normal representa o que é mais frequente, aquela resposta que é mais comum. Mas também representa uma doença, a normose. Segundo a wikipédia, essa doença é criada a partir de comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte. Dessa forma, os indivíduos afetados pela normose estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado. Por isso, acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das “normoses” do dia-a-dia. 

É comum esperar que ao seguir todas as normas sociais um indivíduo será feliz e saudável, mas isso não acontece, pois diversas das nossas normas sociais são patológicas.

A normose é uma epidemia global, uma obsessão doentia por ser normal, que mata mais que o Coronavírus.

Então, pra finalizar, deixa eu te perguntar de novo:

Quando você vai sacrificar o bom pelo ótimo? Espero que isso baste!

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A vida é um jogo?

Muitos filósofos e pensadores já disseram que a vida é um jogo. E dependendo de como você lida com a vida, ela pode sim, ser vista como um jogo. Por sinal, um ótimo jogo. 

Tudo depende de que jogo você está jogando. 

Como qualquer jogo, a vida tem suas leis – da física e leis criadas pelo próprio homem – também possui ganhadores e perdedores (dependendo de quem você pergunte) e – como todo jogo, a vida também chega ao fim.

Na Índia antiga existia um jogo chamado Gyan Chaupar (ou cobras e escadas) e o objetivo desse jogo era que os jogadores movessem suas peças em direção a Moksha, ou liberação final. Uma espécie de céu para os hindus. Ao longo das jogadas, as peças podiam ser movidas para cima através de escadas – que representavam ações virtuosas – ou movidas para baixo usando cobras – que representavam vícios. No jogo a alma poderia estar a apenas um passo do céu e encontrar uma grande cobra na sua frente, o que a levava para baixo novamente. Exatamente como acontece com a vida. Quando parece que a gente está quase lá, algo acontece e bagunça tudo de novo.

Independentemente da vida parecer um jogo ou não pra você, se você está empreendendo ou está pensando em começar a empreender, jogar pode nos ajudar a lidar com derrotas, que são, em última instância, o que nos conduzirá a vitórias. 

Para jogos de soma 0, onde um(ns) vence e o outro(s) perde, a sensação de vitória e derrota é inerente a magia que se constrói. Essas sensações, por si só, não são um problema. O que se faz com elas sim.

O “jogo” do empreendedorismo

Se você está jogando o “jogo” do empreendedorismo, você terá muitas derrotas e vitórias. E deverá aprender a lidar com ambos os lados.

Vencer significa ter êxito de acordo com o objetivo do jogo. Não significa que uma pessoa ou empresa é “melhor” que a outra naquela atividade, mesmo que o ego do vencedor interprete a situação dessa maneira.

Por outro lado, perder significa que, em algum momento do jogo, as estratégias e ações do jogador não ressoaram com o objetivo do jogo. Seja por interferência do oponente (concorrência e mercado) ou por erro. A sensação de derrota pode gerar uma descarga energética inversamente proporcional à vitória. Assim, a sensação de incompetência ou a projeção das causas da derrota para fatores externos podem vir a tona. Mas isso faz parte do jogo da vida

Estas sensações e percepções podem e, muitas vezes, devem ser mediadas para novos insights. Um caminho que possibilite o amadurecimento do jogador como empresário e como pessoa. 

Já imaginou enxergar suas vitórias e derrotas apenas como desafios? Algo como, se não há algo que me desafie, que me faça pensar diferente… Como posso avançar no meu próprio modo de pensar? Agir? Mesmo jogar. É sempre do lado de fora que reside o desconhecido, aquilo que nos dá medo. Mas também é ali, a partir desse estranho espaço, que podemos ousar, criar e re significar o que já sabemos. E o jogo do empreendedorismo aparece como um espaço ímpar para este exercício.

Ou seja…

Jogar com outras pessoas, se feito de forma voluntária e consciente dos riscos (vencer e perder), tem um forte potencial para conectar as pessoas. Aproveite essa trama para trazer seus sócios e funcionários para o jogo. Desperte-os para desenvolver um senso de comunidade – a cultura da sua empresa – com engajamento, diversão e muito aprendizado.

Por mais derrotas que o jogo da vida e do empreendedorismo possam proporcionar, é nelas que somos capazes de nos reinventar e sermos melhores que ontem. 

Ninguém mexe em time que está ganhando, certo!?

Portanto, abrace suas derrotas, pois é elas que nos fazem melhores. São elas que nos permitem ousar e sermos criativos. A ir além do convencional, do que todo mundo já fez. São as derrotas que permitem a inovação. Abrace-as com muito carinho. Esteja aberto as derrotas. Só assim elas podem nos conduzir a vitórias.

Fazemos isto por aqui. Você, como tem feito por aí?

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O Dia da Motivação

Como toda segunda-feira, hoje é o dia da motivação. Aquele dia do ano em que você precisa dizer a si mesmo: Agora vai!

Esses dias eu assisti um vídeo no Youtube, um pedaço de um programa da BBC chamado Graham Norton Show. Bem massa, inclusive. Um programa de comédia que convida grandes celebridades que me deu uma grande lição sobre motivação.

O programa conta com zoeiras a cada dois segundos e de algumas perguntas inusitadas sobre a vida dessas pessoas. Porém, uma outra parte do programa é usado para que as celebridades deem conselhos de vida para as pessoas que estão na platéia. No vídeo de ontem estavam Will Smith e Kevin Hart. Dois grandes atores.

Na plateia estava Galia. Uma mulher com seus quase 30 anos, que jamais imaginou que receberia uma sessão de terapia ali mesmo.

Ela escreveu um de seus maiores medos em um papel que um membro do programa havia dado a ela antes do início do programa.

E, logo que o vídeo começa Graham, o apresentador, provoca tanto o Will Smith quanto o Kevin Hart sobre a grande quantidade de postagens sobre motivação que ambos publicam em suas contas do Instagram, para ajudar a audiência de ambos a destravarem barreiras e superar medos irracionais e limitadores.

E, logo em seguida ele puxa o cartão com o nome da Galia, que diz: Eu tenho medo de pés. O meu pé, o pé dos meus amigos. Eu não consigo olhar para eles, ser tocado por eles, nada. 

Em seguida o apresentador pede a Will Smith para responder primeiro, como a Galia pode superar o medo que ela tem de pés.

Com uma cara pensativa, ele vai direto ao ponto em dois segundos:

“Oh, essa é fácil. Vamos resolver esse medo agora”

Ele diz isso pulando do assento para tirar seu sapato e, enquanto tira o sapato (e todo mundo ri sem parar), ele diz: Galia, você só precisa vir aqui e enfrentar o seu medo. 

Ao mesmo tempo que ameaça tirar a meia e mostrar o pé para Galia.

E a Galia coitada, com uma cara meio grata e meio assustada olhando pro Will Smith, meio sem saber o que fazer, fica feliz quando o Graham Norton passa a vez para o Kevin Hart.

E o Kevin, com uma cara doce e com o olhar fixo na câmera entrega um dos mais simples e melhores conselhos que eu já ouvi:

“Galia, a melhor maneira de enfrentar o seu medo de pés é a seguinte: Você não pode dar um passo sequer na vida sem seus pés. Seu medo está te proibindo de progredir. No segundo em que você puder olhar para seu pé e entender que pés são as peças que você usa para avançar, seu medo ficará para trás.” 

No instante em que ele termina a plateia vai a loucura. Assim como Will Smith, Norton, e outros convidados que estão junto. Incluindo Naomi Scott, a atriz que interpretou a princesa Jasmin no filme Aladdin da Dysney solta um comentário cirúrgico:

O seu conselho foi como terapia Kevin. E o seu foi como uma medicação,  Will.

Quando eu terminei de ver isso, eu pensei imediatamente:

O que houve de diferente nos dois conselhos?

Os dois conselhos

Will Smith buscou resolver o problema através da ação. Ele quis que Galia pulasse na água gelada, encarasse seus demônios de tal forma que ela compreendesse que o mundo não para de girar enquanto ela se sente paralisada. E esse é um ótimo conselho! Mas a maioria das pessoas ainda tem medo demais para dar o primeiro passo. 

Kevin Hart, por outro lado, atacou o medo de Galia do ponto de vista da percepção. Ele mostrou que é possível olhar para nossos medos de forma significativa e que fazer isso é essencial para a vida. Olhando para nossos medos de frente podemos mudar nossa percepção sobre eles e ganhar poder através de um novo ponto de vista. 

Como enfatizou a princesa Jasmin  ou Naomi Scott: Medicação X Terapia.

Will Smith propôs que ao se aproximar do seu medo você se torna mais confortável ao observá-lo, e eventualmente ele pode ir embora. Algo parecido com uma vacina, ou medicação para uma doença: Aja dessa forma, e seu comportamento vai mudar!

Kevin, sendo extremamente doce e gentil, agiu mais como um terapeuta: oferecendo uma nova maneira de olhar para o mundo.

É isso que grandes terapeutas fazem: Eles fazem ótimas perguntas. Quando você é confrontado a considerar uma nova opinião ou ponto de vista isso não parece tao ameaçador quanto um convite para mudar o seu comportamento através de uma ação decisiva. 

Uma nova visão de mundo é algo que você pode tentar sem parecer difícil ou dolorido. Se você não gostar desse ponto de vista, você pode simplesmente dar meia volta. Não é tão intenso quanto: É preciso fazer isso. 

É algo muito mais suave como: você já tentou olhar essa questão por esse ângulo?

O ponto central de tudo isso que eu quero frisar é:

Mudança de comportamento é, antes de tudo, uma mudança em nossas identidades. 

Onde nasce a verdadeira motivação

Se você executar um hábito tempo suficiente, mesmo que ele exija seu esforço, em algum momento você começará a olhar para si mesmo como uma pessoa diferente!

Alguém que escreve todos os dias se torna um escritor. Alguém que resiste a vontade de fumar se torna um não fumante.

Mudanças de comportamento levam tempo. Mas podem acontecer também do dia para a noite. Se algo impactante demais acontecer com você isso pode mudar a sua auto-imagem: como você enxerga a si mesmo. Alguns incidentes e acidentes traumáticos causam esse efeito. Isso também pode ocorrer em acontecimentos positivos, aparentemente sem muita importância em nossas vidas.

Se um de seus pais morrer de diabetes, parar de ingerir açúcar não será mais uma escolha, será uma necessidade. Do mesmo jeito, começar um relacionamento pode ajudar a parar de trabalhar demais (o que aconteceu comigo, inclusive).

Minha namorada é uma mulher incrível, daquelas raras! Uma mulher super poderosa, independente e forte. Há poucos anos ela se envolveu com uma pessoa, se casou, teve duas filhas – com diferença de 1 ano entre uma e outra – enquanto estava presa em um relacionamento abusivo. Quando ela se deu conta de onde estava e a carga se tornou grande demais, se separou e se viu perdida, com duas filhas pequenas (uma de 1 ano e outra de 3 meses) e zero ajuda. Tendo que fazer tudo: criar as meninas e sustentar tudo.

Acima de tudo ela continua sendo uma mulher extremamente poderosa. Criar duas crianças completamente sozinha deixa isso muito claro. Entretanto, o impacto do relacionamento abusivo criou um buraco enorme em sua auto-imagem. Com muita frequência ela se vê duvidando de si mesma e de suas capacidades. Meu trabalho é lembrá-la constantemente da mulher poderosa e incrível que ela é, até que ela recupere essa visão de si mesma.

Conclusão

Para o bem ou para o mal, não importa se o que muda primeiro é sua identidade ou seus comportamentos. O resultado final é sempre o mesmo: Um novo você, tanto em percepção de mundo quanto em ações.

E não há fórmulas mágicas para que a gente consiga mudar hábitos ruins e superar medos inconscientes. O que funciona vai depender de quem você é, do hábito que você quer mudar e de como o seu ambiente é no momento da mudança.

Dito isso, há um componente que influencia a mudança de comportamento. Este tende a ser mais fácil de entender e lidar quando falamos de mudar primeiro nossas percepções, para depois mudar nossas ações: a Motivação.

Seja através da mudança de comportamentos ou da auto-imagem, mudar é difícil.

Ideias diferentes funcionam para diferentes pessoas. Mesmo que algumas delas funcione pra você em algum momento, o que funciona mudará várias vezes ao longo da vida. Mas, se você sentir que ainda não está pronto para tomar a ação necessária agora, tente um outro ângulo. Teste novas opiniões e pontos de vista. Motive a si mesmo com uma mudança de perspectiva. Por isso a motivação é tão essencial.

Você não precisa ter medo de pés. Mas a frase de Kevin hart vai funcionar pra você: No segundo em que você olhar para o seu medo e entender que é ele que está impedindo que você vá adiante, ele automaticamente ficará para trás. Portanto, trate isso como uma decisão simples, como comprar um ingresso para um show: Algo que não exige pensar duas vezes – mas que pode mudar sua vida para sempre!

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